CARRANCA/MG – A TERRA DAS CACHOEIRAS

Localizada no sul de Minas Gerais, Carrancas recebe merecidamente o título de Terra das Cachoeira.

Suas lindas paisagens vêm sendo utilizada pela Rede Globo como cenário para várias novelas, exemplos: Alma Gêmea (2004), Paraíso (2009), Amor Eterno Amor (2012) e Império (2014), o que tem atraído cada dia mais visibilidade para a região.

Ficamos surpresos com a estrutura da cidade. Bons restaurantes, opções de hospedagem para todos os bolsos, e em especial, placas indicando como chegar aos principais atrativos. Um exemplo que deveria ser copiado por outros destinos outdoor Brasil a fora.

Todos as trilhas realizadas foram gravadas com GPS e compartilhadas no WIKILOC. Você poderá baixá-las clicando na imagem abaixo ou ao longo do texto nos trechos específicos de cada atrativo.

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Outra opção é baixar o arquivo em formato “kmz” contendo todos os pontos de interesse e trilhas para ser visualizado no Google Earth, basta clicar na imagem abaixo.

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 NOSSO ROTEIRO (48h)

  • Sexta: devido à chuva, montagem do acampamento e happy hour no Restaurante Recanto

  • Sábado: Complexo da Zilda
  • Domingo: Complexo da Fumaça, Complexo Vargem Grande e Complexo da Ponte

Confira em detalhes o relato de nossa viagem e dicas sobre todos os atrativos visitados:

No sábado, logo cedo, tomamos café na Padaria N.S da Guia, que fica em frente à Igreja Matriz e partimos para o Complexo da Zilda. Lá é um verdadeiro parque de diversões para os amantes do ecoturismo. Definitivamente um dia é pouco para conhecer e desfrutar de todas as suas atrações.

Começamos o passeio pela Cascata da Zilda. Havia placas indicando ser uma área particular e que seria cobrado taxa de visitação, mas não havia ninguém no local. O planejado era atravessar o rio e pegar a trilha na outra margem que leva à Cachoeira da Zilda. Ela é a mais famosa do complexo, há pouco tempo no local foram gravadas cenas para novela Império. Como estava chovendo leve e o rio estava muito cheio, resolvemos aguarda para ver se o nível dele subiria muito, o que poderia atrapalhar nosso retorno.

Ao lado fica a Cachoeira dos Índias, a de acesso mais fácil. Sua queda é baixa, mas o que chama a atenção são as pinturas rupestres centenárias que existem há poucos metros dali.

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A Prefeitura colocou placas informativas e também cercou, com cerca de arame, as pedras onde estão as pinturas. Esta medida visa proteger este patrimônio de depredação.

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Fomos então ao ESCORREGADOR DA ZILDA, que fica do lado oposto a cachoeira. No caminho encontramos com o pessoal de Pará de Minas/MG que havíamos conhecido no camping e resolvemos acompanhá-los, pois já conheciam a região. Para visitar o Escorregador é cobrada uma taxa de R$3,00. A trilha começa em um pomar cheio de mangueiras e pés de jambo, partimos para a degustação. Após uma caminhada curta chegamos ao Escorregador, uma pedra lisa de aproximadamente 10 metros que forma um escorregador natural. Como ele fica em uma área de mata fechada, estava frio, o sol praticamente não aparecia. Criamos coragem e fomos encarar a descida na agua gelada. Uma delícia, pode descer sentado, de barriga e até mesmo em pé (apenas os experientes) e termina em uma piscina natural.

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Um pouco acima, neste mesmo rio, tem uma pequena cachoeira, fomos lá conferir. Seu poço é agradável e a queda apesar de ter pouco volume é bem relaxante.

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Decidimos voltar à Cachoeira da Zilda. Desta vez encaramos a travessia do rio. Tiramos os calçados, dobramos as calças e com um ajudando o outro, conseguimos atravessar com segurança entre as pedras.

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Existe a possibilidade de atravessar na parte de cima da Cachoeira do Índio, parece ser mais seguro. Normalmente, a agua bate na altura do joelho, mas desta vez estava quase na altura da cintura. Na margem oposta existe uma placa indicando a entrada da trilha de 1,3km. O trecho inicial é por pedras, onde é possível observar a marca do trajeto. Após poucos minutos de caminhada chegamos à parte alta da cachoeira.

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Existem 2 opções, uma seria atravessar o rio para pegar a trilha na margem oposta e seguir uma trilha que leva à  “prainha”. Como o volume de agua estava alto, descemos a trilha da margem direita e chegamos à parte baixa. De lá para chegar à “prainha” atravessamos a nado. Normalmente suas aguas são verdes e cristalinas, mas devido à chuva estavam parecendo toddy. Ao lado tem uma pequena gruta onde mina água.

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Após, fomos conhecer o Poço do Guatambu. Teoricamente para chegar até ele é necessário contratar guias locais. Eu já havia encontrado um tracklog no Wikiloc e adicionado ao GPS, mesmo assim foi um pouco complicado localizar a entrada da trilha que é pouco usada. A maioria das pessoas visitam a cachoeira, mas desistem do poço, não sabem o que estão perdendo. Após uns 300m de caminha morro acima conseguimos localizá-lo. Sua água é de um tom verde lindo, com bastante mata ao redor. A fonte de água é diferente da que forma a cachoeira e não sofreu com a chuva.

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Na sequência, a ideia era ir na famosa Racha da Zilda, mas seu acesso estava fechado por questões de segurança, com tempo chuvoso sempre há possibilidade de uma tromba d’agua.

Resolvemos então ir à Cachoeira da Onça. O trajeto que eu tinha era passando pela trilha da Racha. Conversei com alguns locais que disseram que era possível chegar seguindo por outro caminho. Percorremos um trecho de jipe para economizar tempo. Consegui encontrar 2 trilhas na margem esquerda da estrada. Testamos a 2ª primeiro. Percorremos um longo caminho e com certeza chegamos bem perto da cachoeira, o barulho de agua era bem alto, mas a trilha não seguia na direção correta. Desistimos e fomos tentar a outra. Esta estava mais aberta e coincidiu com um trajeto que eu já havia baixado. Nos levou à Prainha da Racha e a uma cascatinha. Legal, mas não vale o esforço. De lá havia uma trilha na margem esquerda que parecia seguir para a Cachoeira da Onça. Infelizmente já estava tarde, preferimos deixar para outra oportunidade.

Retornamos à cidade famintos. Paramos no Restaurante Adobe que serve pratos à la carte, caríssimo. Um prato individual de contrafilé custa R$45,00. Não havia ninguém no local, não era para menos.

Fomos novamente ao Restaurante Recanto (recomendo), sem sombra de dúvida o melhor custo x benefício em Carrancas. Para nossa felicidade ainda estavam servindo um delicioso almoço self-service a R$29,00 o quilo. Aproveitamos e tomamos um chopp artesanal para relaxar a musculatura rsrss. De volta ao camping descansamos até a manhã seguinte.

No domingo, somos conhecer o da Complexo da Fumaça e da Vargem Grande. Nossa primeira parada foi na Cachoeira da Fumaça, que é o cartão postal de Carrancas, e a única cachoeira localizada em área pública. A cachoeira é linda, alta (sua queda principal tem mais de 15m de altura) e com um grande volume de agua. Porém, ela é imprópria para banho. Dizem que o esgoto da cidade desagua em suas aguas. Uma pena, serve apenas para fotos.

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A segunda cachoeira na região da Fumaça é acessada por carro, fica a poucos metros de distância. A queda d’agua fica afastada, mas desagua em uma enorme piscina natural. Provavelmente suas aguas também sejam improprias para banho, pois devem receber parte do esgoto da cidade, mas como não conseguimos confirmar seu nome, não posso garantir esta informação.

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Nas proximidades existe ainda a Cachoeira do Luciano, eu tinha suas coordenadas salvas no GPS, mas aparentemente fica em propriedade particular e como não encontramos uma trilha bem demarcada preferimos seguir para o próximo destino, o Complexo da Vargem Grande, uma série de corredeiras e pequenas quedas que formam poços e piscinas naturais.

A principal atração é o Poço das Esmeraldas. No poço de beleza impar é possível nadar tranquilamente e também mergulhar. Não é cobrada taxa de visitação. Existe no local uma boa estrutura com restaurante, estacionamento e banheiros.

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Ao longo da trilha (que possui flora bastante preservada) para o Poço das Esmeraldas você passará pelos poços:

Poço do Beija-Flor

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Poço Três Irmãos

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Poço Louva-Deus

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Todos bastante agradáveis para banho, com agua muito cristalina e sem correnteza. A trilha tem 700m podendo ser percorrida em aproximadamente 15min, bem tranquila com diversas placas indicando o trajeto e nomeando os demais poços. Ao final, você será recompensado com a beleza das águas verdes do Poço das Esmeraldas, na minha opinião o lugar mais bonito que visitamos.

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DICAS

Chegue por volta do meio-dia, pois é o momento em que o sol está exatamente sobre o poço deixando a agua com um tom mais esverdeado ainda e bonito ainda.

Na volta coma uma porção de bife acebolado (apenas R$20). Além de ser muito gostoso, você dará retorno financeiro à família que cuida do local.

De lá retornamos ao camping e como o tempo era curto fomos visitar o Complexo da Ponte (apenas 2 km da cidade), que fica ao lado. Normalmente, é cobrado a taxa de R$5,00, mas para quem está no camping não há cobrança.

A Cachoeira do Salomão é a primeira delas, fica a apenas 500m da entrada do camping (onde é possível estacionar o veículo) acessada por uma trilha plana e bem demarcada. É muito bonita, sua agua é bem cristalina e rasa, sendo indicada para crianças. Atenção apenas com as pedras escorregadias, mas existe um trecho onde o “fundo” é de areia.

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Na parte de cima tem uma laje bem legal para tomar sol, a patroa adorou e ao lado um poço pequeno, porém com aproximadamente 1,5m muito bom para banho.

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Seguindo a trilha por mais 100m chega-se à Cachoeira do Moinho. Um pouco mais baixa que a do Salomão, mas muito bonita também. A vantagem desta é que seu poço é mais profundo, sendo bem recomendada para banho.

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DICAS

  • Várias cachoeiras estão em área particular sendo cobrado taxa de visitação, lembre-se de levar dinheiro. Algumas exceções: Cachoeira da Fumaça, Complexo da Ponte e Complexo Vargem Grande.
  • É uma cidade pequena, quem não curti multidões deve evitar visitá-la em feriados.
  • As cachoeiras são bem distantes umas das outras, se você quiser curtir várias cachoeiras terá que ir de carro, preferencialmente com tração 4×4.
  • Em praticamente todas as cachoeiras é proibido o uso de caixas térmicas e bebidas em garrafas. Não insista, é para o bem de todos e preservação do local.

ONDE FICAR

Carrancas tem hoje diversas opções de hospedagem, entre pousadas, hotéis fazenda e campings. Nós optamos pelo Camping da Ponte por sua excelente localização e estrutura.

  • Camping da Ponte (também conhecido como camping do Seu Osvaldo)
    Contato: (35) 3822-3923 / 8818-5365

Sua localização é excelente, bem na chegada (para quem vem de Lavras) distante apenas 2 km da cidade. Dizem que é a melhor estrutura em Carrancas. Como não visitamos outros, não posso confirmar. Mas posso garantir que sua estrutura é muito boa. Tem extensa área para barracas, banheiros com chuveiros aquecidos, área para churrasqueira, estacionamento, restaurante e bar (funciona apenas nos finais de semana e feriados) que oferece café da manhã, almoço e porções. Além disso, ao lado fica o Complexo da Ponte e o Complexo da Toca, com várias cachoeiras.

Dica: evite ir para lá em feriados, devido a superlotação. Dizem que formam filas enormes para tomar banho, que as barracas ficam muito próximas, tirando a privacidade e ainda seria comum a energia elétrica cair em alguns momentos.

Outras opções:

FONTES CONSULTADAS

http://www.trilhaseaventuras.com.br/destinos/brasil/carrancas-mg/
http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/06/carrancas-mg.html
http://www.cardapioturistico.tur.br/carrancas.aspx
http://deixadefrescura.com/2010/12/viajando-sem-frescura-carrancas-2.html
http://www.mochileiros.com/carrancas-mg-feriado-de-15-de-novembro-t76009.html
http://www.carrancas.com.br/
http://www.mochileiros.com/carrancas-t31907.html

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Comentários

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4 Comentários

  1. Estou indo para Carrancas e o post foi muito completo com várias informações.
    Muito Obrigado por compartilhar.

    Emerson

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